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    No bazar


    Vicente Sitoe

    Quatro, um Metical
    Dois, cinquenta Centavos
    Pagamento na hora
    Não aceito cheques

    Mangas verdes
    Bananas covardes
    Maçãs frescas
    Pêras secas

    Comprem frutas barratas
    Alimentem-se com atas
    Faz bem a saúde
    e cura as doencas da idade

    Comprem frutas
    Frutas mortas
    Frutas maduras
    Das velhas fruteiras

    Abacates desinfectadas
    Levem todas
    Me deêm dinheiro
    Vender é o que quero

    Para me alimentar
    meu bebé amamentar
    Para abandonar a ponte
    instalar casa no horizonte

    Não roubo, vendo
    Sem qualidade, vendo
    Com qualidade, vendo
    Tudo vendo, tudo

    Levo paciência comigo
    O futuro será meu amigo
    Sou vendedeira
    igualmente lutadora

    Laranjas novas
    Novas uvas
    Freguês, compre
    e volte sempre...


    PS.: Dedicado as nossas mamanas do mercado informal (dumba nengue).

    3 comentários:

    Pois... de facto o poema merece. Renovados osm cumprimentos e honras pela criatividade e discricao do nosso povo!

    Colorido, saboroso e musical!

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