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    EDITORIAL-49: A Literatas acabou?


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    omo uma agulha esta pergunta me chegou de um dos mais prestigiados colaboradores da revista Literatas em Portugal, num tom de quem diz “não pode ser!” e que não era justo um final tão inesperado. O fim assusta como o começo. É tudo imprevisível, entretanto, são duas coisas necessárias e de certa forma, a essência para a existência.

    Uma missão só é dada como completa quando ela se inicia e se acaba. Por isso, caro Victor, não temas o fim, esse vírus de um novo começo que é inevitável. Mas mais ainda, não deve temer porque a Literatas, Revista de Literatura Moçambicana e Lusófona não acabou, está só no começo e como uma gravidez prematura, tem realmente as suas dificuldades. Mas o maior poder que ela precisa para existir e prosseguir, ela tem. São as mentes e os corações. Nada mais poderoso que essas duas coisas juntas e uma concordando com a outra.
    A revista Literatas tem gente que a quer (bem ou mal), e são esses que a levam adiante. Cada colaborador é parte do oxigénio que ela respira; cada texto enviado é um sim anunciado ao mundo sobre a continuidade; cada escritor que nasce diz “sim” à revista Literatas. Portanto, o fim ainda que inevitável, ainda é uma miragem. Assumamos.
    E neste prenúncio do fim (de ano) em que nos encontramos, mesmo na penúltima edição de 2012, encontramos na Rua Mário Pinto de Andrade, no Pulmão da Malhangalene, periferia da cidade de Maputo, o poeta Eduardo White. O poeta estava lá sentado a nossa espera como espera o país (ou os países) que o tornam o que é; um actor desassossegado, aconchegado à palavra para ser o que sonha. Mas há-de ser fácil ser um cidadão neste “O País de Mim”? Não, porque tal como os homens nunca compreendem as mulheres, White, não compreende o seu país, questiona as suas crises e psicoses, mas dele parte para outros Orientes. Uma entrevista que transcendeu todos os ideais, esperamos estar certos de que estamos no penúltimo piso da satisfação, caro leitor.
    Ademais, não seria justo entrevistar um poeta entre países onde a poesia é o canto do povo, sem que os símbolos sejam recordados. Por isso, homenageamos neste número, Carlos Drummond de Andrade e Reinaldo Ferreira, se quisermos, homenageamos também a São-Tomense Conceição Lima numa viagem pela sua primeira obra, “O Útero da Casa”. Esses nomes fazem o nosso quotidiano poético, desde Brasil, Moçambique-Portugal e São Tomé e Príncipe. Há razões para reconhecer esses poetas.
    Esta podia ser um fim antecipado, mas os fins não se antecipam, esperam-se. Então, esperamos com o trabalho deste número, a edição 50, que encerrará 2012, para com a mesma esperarmos 2013, aquele que nos quer com gula, reservando-nos muitos sucessos. Esperamos estar juntos (sem medo de que tudo acabe).

    Boa Leitura

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